quinta-feira, 26 de março de 2009

Sobre as exigências do mercado de trabalho

Após chamar atenção sobre a necessidade de aprender outra língua visando uma melhor interação com o mundo, aproveito a oportunidade para falar de um tema relacionado, uma determinada característica atual do mercado de trabalho. As nossas empresas exigem muito em comparação às atribuições à serem executadas nas funções ofertadas. Essa afirmação pode ser facilmente comprovada através de uma breve leitura das vagas de emprego oferecidas e suas exigências.

Como amante do universo das organizações posso afirmar, infelizmente a idéia que permeia o pensamento da maioria dos gerentes e donos de empresas é “quanto mais qualificado o funcionário for, melhor para o empregador”. Avaliando a máxima não vejo problema em pensar assim, as questões são evocadas pelas ações equivocadamente justificadas por esse pensamento e suas variações. Partindo desse princípio, os empresários poderiam investir na formação de seus funcionários visando às tarefas, mas fazer isso ainda é visto como mais difícil e custoso quando comparado a contratação de um funcionário “pronto”. Tenho consciência que existem empresários optando pelo investimento citado acima, porém ainda são minorias.

A meu ver, um processo seletivo terá maior probabilidade de obter sucesso se o empregador e sua equipe de Recursos Humanos se preocuparem com as características pessoais mais adequadas a vaga, associadas a um perfil de formação básica para executar a função. Quando digo básica, quero dizer mínima necessária mesmo. Por exemplo, para uma vaga na área de Recursos Humanos, é desejável formação superior em Psicologia e Administração. Cursos adicionais sobre utilização de programas específicos de auxílio à gestão e avaliações psicológicas são cursos rápidos (algumas semanas) e poderiam ser um investimento realizado pelo empregador em parceria com o funcionário. Já as características pessoais mais adequadas, dependem do perfil da empresa. Logicamente essas sugestões não se aplicam a todos os casos, existem as exceções como contratações de urgência, onde não há tempo para aguardar a formação. Essas sugestões se aplicam mais facilmente as contratações periodicamente planejadas, expansões de quadro de funcionários, estabelecimento de filais etc.

Antes de citar outro problema causado pelo aumento da exigência, relembro o pensamento apresentado linhas acima: “quanto mais qualificado o funcionário for, melhor para o empregador”. Existem diversos entendimentos a partir da afirmação e um deles reflete na exigência de atributos e habilidades desnecessários na execução da função. Por exemplo, uma língua estrangeira para uma recepcionista de uma clínica mediana que nunca recebeu um estrangeiro e nem vê essa público como cliente em potencial, só pelo fato de não destratá-lo. Ou ainda a mesma clínica exigindo conhecimento do pacote Office (Word, Excel, PowerPoint e Internet) quando utiliza um software próprio e não tem esse pacote como base, ou seja, é completamente indiferente o conhecimento exigido. Não sabem a maioria dos empregadores, e se sabem não demonstram ter tal conhecimento, que o fato de ter a habilidade exigida pelo processo seletivo e não utilizá-la na execução de suas tarefas, interfere diretamente na motivação do funcionário.

Enfim, esse paradigma só será mudado quando os responsáveis pela direção das empresas se derem conta do nosso momento econômico e social. Esse entendimento será fundamentado no fato de nem todos os bons profissionais têm acesso às oportunidades de formação continuada, sem a empresa abrir mão de uma formação técnica básica, o que não traria prejuízo a ninguém. Na verdade, traria lucro para os dois lados envolvidos, pois se os empresários investirem na formação dos seus funcionários, terão a mão-de-obra qualificada especificamente para as funções ocupadas ou futuras e os funcionários economizaram uma boa quantia em reais realizando cursos úteis para esta mesma vagas.

Enquanto isso não ocorre, só nos cabe, como candidatos, pensar e debater o assunto, também analisado nos centros formadores de profissionais para a área de Recursos Humanos e Gestão. Podemos aguardar as desejadas mudanças. Elas virão.

terça-feira, 24 de março de 2009

Aprendam outros idiomas

Aprendam outras línguas ou ficarão para trás. Reconheço que não é impossível você encontrar emprego sem essa habilidade, mas sei que essa busca fica ainda mais difícil, para as pessoas que não correspondem a essa exigência do mercado de trabalho. Porém esse texto foi escrito por outra questão.

Quando nos comunicamos, enfrentamos o desafio da transmissão de informação e para isso ocorrer de forma satisfatória devemos buscar reduzir os ruídos que poderão atrapalhar esse processo complexo. Um destes possíveis ruídos é a falta de entendimento do significado das palavras utilizadas¹. Portanto, considero o aprendizado de outro idioma essencial para uma melhor interação com o mundo, principalmente em um país com o perfil como o nosso, turístico, com uma língua inundada de palavras e expressões de outras e com uma grande facilidade na entrada de produtos fabricados no exterior. Por isso é importante se ter conhecimento do que está sendo falado, tratado, ensinado, manuseado, proposto, bem como tudo ao nosso redor.

O nível desejado de conhecimento da língua e o idioma escolhido será determinado pela necessidade da própria pessoa. Não vejo porque cobrar de alguém fluência no domínio de uma determinada língua, se ela a usa apenas para ouvir músicas ou ler publicações em outros idiomas. Para realizar essas atividades, se fazem necessárias, no primeiro exemplo, o conhecimento das palavras e uma boa habilidade auditiva e, no segundo, um bom dicionário e o conhecimento mínimo da língua. Entendo ser a exigência do domínio de um idioma requisito básico para as pessoas que os utilizam profissionalmente. Em mais um exemplo, pode-se afirmar que é imprescindível que um alto executivo de uma empresa multinacional fale fluentemente ao menos dois outros idiomas a fim de tornar mais eficiente e eficaz a troca de informações entre as filiais desta organização.

Neste ponto, nos deparamos com um problema relativamente comum em nossa sociedade: a falta de dinheiro para investimento em educação. Tenho ciência que um bom curso de línguas é caríssimo, mas escrevo esse texto visando oferecer uma alternativa com baixo custo para a aquisição desse conhecimento.

O site http://www.livemocha.com oferece cursos on-line de vários idiomas gratuitamente. Sei que muitas pessoas no Brasil vêem com maus olhos a Educação à Distância, mas estou usando o site e tenho ótimas impressões. Os cursos são variados e incluem o desenvolvimento de habilidades nos campos da leitura, fala e escrita. Ademais, aprimoramos a nossa habilidade com a língua portuguesa corrigindo os exercícios realizados por pessoas que estão aprendendo nossa língua. Chego a considerar os cursos oferecidos neste site melhores que muitos presenciais que já participei. Vale à pena conferir.

¹: Não foi abordado nesse texto, mas é sabido que este ruído também pode ocorrer se o indivíduo utilizar palavras desconhecidas, pouco usuais, ou ainda se o receptor da mensagem não souber o siginificado (mesmo falando a mesma língua). Esse tema será abordado a posteriori.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Apresentação

Meu nome é Renato Carneiro, sou Psicólogo, estou realizando Especialização em Psicologia Organizacional e trabalho atualmente em uma instituição filantrópica.

A partir de hoje, escrevo esse blog com o objetivo de atender as pessoas que estão cursando alguma formação superior, especialização, MBA ou desejam ingressar nas universadades, faculdades ou centro universitários sobre eventos, congressos e processos seletivos das principais instituições nacionais e internacionais. Nesse aspecto esse blog busca concentrar as informações disponibilizadas em vários sites para que o leitor economize tempo e se mantenha informado.

Outras informações que poderam ser encontradas no site são:

  • Para os que ainda não entraram no ensino superior, publicarei informações sobre profissões, tipos de formação e suas particularidades. Complementando as informações e fornecendo mais elementos para facilitar a difícil escolha da profissão.
  • Para os que já estão matriculados em cursos superiores, especializações e MBA, serão postadas informações com o objetivo de ajudar estes alunos a desenvolverem projetos, monografias, trabalhos de conclusão de curso, artigos científicos e qualquer outra produção acadêmica cabível. Além disso, dicas de como realizar boas apresentações, sugestões de como montar arquivos para apresentação multimídia, ou seja, tudo que facilite a vida do aluno.
  • Esse blog também contará com uma publicação mensal sobre a situação econômica e social brasileira.